quinta-feira, 15 de maio de 2008

Somos cada vez menos...

Leio no PÚBLICO que, pela primeira vez em muitos anos, o número de mortes ultrapassou o número de nascimentos.

Estes números, além de confirmarem o envelhecimento da nossa população, demonstram sobretudo que em Portugal a natalidade é baixíssima.

Depois do atentado à natalidade que foi a legalização do aborto, é urgente começar a tomar medidas a favor da natalidade. Medidas concretas, em vez das habituais medidas simbólicas.

4 comentários:

José Luís Carneiro disse...

E não será bom?
Estou aqui a pensar no assunto e como todos os assuntos existem sempre duas faces da questão, porque será quando o assunto é natalidade se fala sempre no lado mau da questão, não é mais que evidente que o grande problema do planeta terra é o excesso populacional, se assim é deveriamos estar todos muito contentes por não ser necessário impor medidas de controlo tipo chinês, e a população estar a diminuir naturalmente. Mesmo assim ainda considero que o governo deveria inverter as politicas e penalizar quem tivesse mais que um filho. Pois considero que essa ideia peregrina de "renovação de gerações" não tem cabimento, em algum momento na história as gerações não só se renovaram como excederam largamente a renovação, não faço a minima ideia mas a população portuguesa já foi, por exemplo metade do que é agora e não veio nenhum mal ao mundo... a questão "quem irá pagar as pensões e os cuidados de saúde a que essas pessoas têm direito?". Assim, insiste, fica claro que "sai muito mais barato investir na natalidade do que depois arcar com as despesas de uma população fortemente envelhecida"", voltamos a falar economicistamente e não no bem estar do planeta....

Maria Marques disse...

Eu não sei se os ambientalistas radicais - e desconfio que Sócrates gosta do grupo - não fique contente com esta diminuição da população. Há quem advogue esta solução como a melhor para travar o aquecimento global. Há loucos para tudo. E não estão muito distrantes deste actual governo.

PR disse...

Caro José Luís Carneiro

Agradeço o seu comentário. Já vi muita gente a ser contra muitas ideias, mas nunca tinha visto uma pessoa a ser contra a renovação de gerações.
A sua posição de “quantos menos melhor” deixa-me algo assustado, porque não sabia que existia quem pensasse assim. Talvez um dia, quando for velho, precisar de uma reforma como deve ser e não tiver uma “geração renovada” a trabalhar para lhe pagar a sua pensão, venha a mudar de ideias.
Devo ainda dizer-lhe (e aproveitando a sua teoria das duas faces das questões), que a sua teoria do “bem estar do planeta” em detrimento de uma alegada “visão economicista” é facilmente contrariável. E é reversível porque, simplesmente, a sua teoria também é economicista. O senhor defende a não renovação de gerações para não ter de gastar o seu dinheiro com as novas gerações, com mais escolas, creches e universidades.
Além de economicista, a sua teoria é, acima de tudo, profundamente egoísta. Com a sua teoria, deduzo que, pelo “bem estar do planeta” devemos limitar-nos a gozar aquilo que o planeta nos oferece, porque depois não haverá uma geração seguinte a usufruir dele.

PR disse...

Cara maria,

Como pode ver pelo primeiro comentário a esta mensagem, os "loucos" que referia, andam aí (e bem mais perto do que eu pensava...)