terça-feira, 29 de abril de 2008

Alberto João

A corrida à liderança do PSD está ao rubro. Apesar de já me ter pronunciado sobre os candidatos que conheço, julgo ser necessário falar um pouco acerca de um pseudo-candidato: Alberto João Jardim.

Em primeiro lugar, devo advertir, a título de disclaimer, que gosto de Alberto João. Não pelas suas políticas, nem pelas suas crenças. Alberto João diverte-me. Pura e simplesmente entretém-me. Para mim, um Telejornal é sempre mais rico e mais apelativo quando tem reportagens da Madeira, e onde podemos ver Alberto João no meio do povo, desancando jornalistas e políticos a torto e a direito, com um à vontade tal que me consegue arrancar sempre um sorriso, por pior que o dia tenha sido.

Mas será de um entertainer que o maior partido da oposição precisa? A meu ver, não. Como já tive oportunidade de dizer aqui, o PSD precisa de um líder tão consensual quanto possível, por forma a conseguir chegar perto do PS.

E Alberto João seria tudo menos um líder consensual. Aquela veia populista que a mim me arranca sorrisos, arranca cabelos aos conservadores dentro do PSD. Mas é natural que assim seja. Porque eu não voto PSD nem pertenço ao PSD. Se pertencesse, trocava os meus sorrisos por uma calvície precoce, isso é certo.

Como tal, considero que Alberto João não deve avançar. A política do Continente é politicamente correcta demais (passe o pleonasmo) para ele. Alberto João pertence à Madeira, aos bailinhos e aos bolos de mel. Não se encaixa no cinzentismo desta política nacional, além de que não é a lufada de ar fresco de que precisamos.

Portanto, Alberto João, deixe-se estar na Madeira. Apareça nos Telejornais e entretenha-nos a todos. Por favor.


P.S.- O título deste post foi descaradamente roubado e adaptado a partir daqui

1 comentário:

Maria Marques disse...

eh, eh, está perdoado o roubo...