segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Subsídios

Parece que o nosso primeiro-ministro recebeu um subsídio que não lhe era devido.

O subsídio em causa aplicava-se à situação de exclusiva dependência da vida política, em que José Sócrates vivia.

No entanto, ao falar-se de exclusiva dependência da vida política, não percebo como é que essa exclusividade é compatível com o exercício de outras actividades. A meu ver, ainda que essas actividades não fossem remuneradas, o seu mero exercício violava a exclusiva dedicação, que fundamentava aquele subsídio.

Exclusividade implica a escolha de apenas uma coisa. Neste caso, de uma actividade. E esse subsídio visava premiar essa exclusiva dedicação à vida política. Portanto, seria ridículo que alguém exercesse outro tipo de actividades, fora da política, recebendo ao mesmo tempo o subsídio.

Outra coisa que me faz alguma confusão é a própria existência de um subsídio deste género. Imagine-se um deputado, que se dedique exclusivamente à política. Pela lei das remunerações, os deputados têm uma remuneração mensal que, salvo erro, corresponde a 60% do ordenado do Presidente da República. Portanto, recebem mais ou menos 3500 Euros ou cerca de 700 contos.

Será que este ordenado não lhes chega? Será que os deputados não conseguem sobreviver com 700 contos por mês, sendo necessário um subsídio para os ajudar nessa situação de carência económica?

Tomara muita gente receber 700 contos por mês, e ainda receber um subsídio...

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