segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Vai ser bonito...

O DN noticia hoje que o CDS vai requerer a audição do sr. Nunes no Parlamento.
Se ele se embrulhou daquela forma com uma jornalista, imagino quando estiver perante uma comissão de deputados a tentar prestar esclarecimentos.
Vai ser bonito, vai...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Entrevista ao "Robocop"

Ontem, no Telejornal da SIC, deu-se um daqueles momentos televisivos dignos de figurar nos Tesourinhos Deprimentes do Gato Fedorento.

O momento em causa foi a entrevista do Sr. Nunes. A entrevista foi surreal. Quando questionado acerca do facto de a ASAE estar a receber treinos dos SWAT, viu-se bem que o sr. Nunes, sem um texto previamente elaborado à sua frente, não é ninguém. Acerca desta questão, o sr. Nunes baralhou-se, embrulhou-se e foi arrasado pela jornalista.

No fundo, esta ida ao Telejornal acabou por favorecer todos aqueles que discordam do modus operandi da ASAE. É que nem o próprio chefe da ASAE sabe justificar as medidas que aplica. E isto é mais perigoso do que engraçado.

Isto significa que temos um robô ao serviço da ASAE. O verdadeiro Robocop. Ele não pensa - ele aplica as normas. Aliás, ele nem sabe que normas aplica; basta que lhe ponham à frente um papel com uma lei, que ele sai logo disparado para procurar o primeiro malandro que a desrespeitar, por mais insignificante que ela seja.

Esta foi a parte preocupante da entrevista.

Agora vem a parte engraçada. O sr. Nunes diz que fumou no casino na passagem de ano porque estava na "convicção" de que estava num local para fumadores. E é importante salientar que esta convicção baseava-se no facto de estarem todos a fumar à sua volta.

Para bem do sr. Nunes, e aplicando o mesmo pressuposto, ainda bem que não se estavam todos a injectar com drogas duras, porque senão o sr. Nunes teria prontamente sacado da sua seringa e ter-se-ia injectado, com a "convicção"de que isso era permitido, já que todos à sua volta o faziam.

Realmente é uma boa desculpa, esta da "convicção". Agora já sabemos: quando alguém for apanhado em excesso de velocidade, o melhor é dizer que estávamos na convicção de que o limite de velocidade era de 180 e não de 120 km/h. Pode ser que pegue...

Não percebo como é que dão tanto poder ao sr. Nunes. Ou, melhor ainda, não percebo como é que o sr. Nunes, que é tão dado à repetição maquinal de actos, baseando-se nas suas convicções, ainda não resolveu aplicar o seu poder de forma pedagógica e não intimidatória.

No fundo, é apenas uma questão de convicções...

P.S- Assim que o vídeo estiver disponível, colocarei o respectivo link

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Promessas, promessas...

O Governo consegue quebrar duas promessas eleitorais numa semana. Alguém diz alguma coisa? Não.

E é importante não esquecer que, para além destas duas promessas, já foram quebradas pelo menos mais duas. A primeira era a não subida dos impostos (nota-se..) e a outra era a criação de 150000 postos de trabalho.

Não ponho em causa o facto de as medidas prometidas serem boas ou más. Ponho em causa o facto de se prometer e depois não se cumprir.

Mas com tanta passividade, isto faz lembrar aquele sketch do Gato Fedorento. Ora imaginemos o seguinte diálogo:

- O Governo prometeu?
- Sim
- As promessas são para cumprir?
- São
- Mas o Governo cumpriu?
- Não
- E o que é que lhe acontece?
- Nada

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Restyling

Ficou bem ou nem por isso?

Afinal é no deserto

Hoje é um dia histórico. Depois de meses e meses de estudo e ponderação, ficou decidido que o novo aeroporto de Lisboa se vai situar no deserto. Pelo menos, o sr. Sócrates sempre pode aproveitar para propagandear isto pelo Mundo, já que seremos o único país europeu a ter um aeroporto em pleno deserto.

Mas neste momento, importa saber se o novo aeroporto irá mesmo ficar em Alcochete. Não nos esqueçamos que a Ota também era um dado 100% seguro, e depois foi o que foi.

Pessoalmente, prefiro um aeroporto em Alcochete, embora defenda a manutenção da Portela, como trunfo turístico dada a sua proximidade ao centro de Lisboa. A Ota era uma asneira absoluta, era longe e já havia forte especulação imobiliária nessa zona.

Depois desta reviravolta, importa também falar acerca de Mário Lino, este grande entretainer que o Governo põe ao nosso dispor. Com aquele ar bonacheirão e a sua fala ligeiramente embrulhada, Lino disse com veemência que "jamais (ler jamé)" construiria um aeroporto no deserto que era a Margem Sul. Parece que aquela zona não tinha escolas, hospitais e gente. Para além disso, Lino afirmava ainda que era "mortal" construir um aeroporto num local de rotas migratórias de aves. No entanto, todas a sua autoridade (e a das "sumidades" que citou nessas declarações) foi posta em causa.

Obviamente que esta inversão por parte do Governo o deixa fragilizado aos olhos da opinião pública. No entanto, julgo que Sócrates não o demitirá, pelo menos por enquanto. Afinal, dá sempre jeito ter um "camelo" no Governo que faça as asneiras todas, para que depois o primeiro-ministro as corrija, para demonstrar aos portugueses todo o seu brilhantismo e bom senso.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Democracia "á la Sócrates"

Parece que afinal já não vai haver referendo sobre o Tratado de Lisboa. O nosso primeiro-ministro consegue, desta forma, fugir ao cumprimento de mais uma promessa eleitoral.

Pessoalmente, nem discordo do Tratado de Lisboa, embora ache que não seja bem aquilo de que a Europa precisava neste momento. Mas fico desiludido ao aperceber-me de que os portugueses não vão ser chamados a pronunciar-se sobre um documento que pode vir a ter grandes implicações para nós.

Além disso, a não realização do referendo dá ideia de que o Governo tem medo das respostas dos portugueses. Isso mesmo é confirmado hoje no DN, onde se diz que a própria UE pressionou o Governo português no sentido de ratificar o Tratado na Assembleia, para que não houvesse a hipótese de este Tratado também fracassar.

Um Governo que tem medo do seu próprio povo é um Governo cobarde. Cobarde porque prefere resguardar a aprovação de um documento importante no espaço da Assembleia, sabendo que, dessa forma, a discussão pública e a compreensão do texto serão menores e, sendo assim, a hipótese de haver contestação ao Tratado é reduzida.
Para além de cobarde é mentiroso, porque prometeu uma coisa durante a campanha, mas agora faz precisamente o contrário.

No fundo, tudo se reconduz ao carácter paternalista do Estado, e de Sócrates em particular, tal como já foi referido neste espaço. Sócrates acha que os portugueses são tão burros, mas tão burros que o melhor é mesmo os deputados decidirem por eles. Portanto, até fazem um favor aos portugueses, que assim nem têm de se preocupar com o Tratado e o referendo.

O problema é que há quem se preocupe e quem pense nas coisas. E quando essas pessoas tiverem de ser ouvidas (pelo menos nas eleições), Sócrates vai deixar de ser pai, para passar a ser um daqueles primos afastados, que se sabe que existe mas que nunca se vê.

Petição pelas tradições

Caso a ASAE avance com certas medidas, o leitão da Bairrada terá de ser importado de Espanha.

Vamos, pois, assinar a petição para que isto não vá para a frente.

Petição em: http://www.petitiononline.com/fm12345/petition.html

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A crise no BCP II

Finalmente, alguém se chegou à frente na corrida à liderança do BCP. Em princípio, a lista de Miguel Cadilhe tem poucas hipóteses contra a lista do Governo, mas de qualquer forma, vale sempre a pena avançar, nem que seja para poder ter tempo de antena para dizer algumas verdades.

O mais chocante de tudo é que já houve muita gente a reclamar uma eventual intervenção do Governo na escolha de Santos Ferreira e o Governo veio sempre negar o que é óbvio.

Será rídiculo se Santos Ferreira ganhar a corrida ao BCP. Caso isso aconteça, quando nos referirmos ao "Banco do Estado", teremos depois de especificar se falamos da Caixa ou do BCP. Isto também é prejudicial para a CGD, que vai ter a concorrência de dois ex-administradores seus, que conhecem bem os pontos fortes e fracos deste banco.

No meio disto tudo, importa perguntar onde está Berardo? Por onde anda esse justiceiro, esse Sá Fernandes do meio bancário? A resposta é simples: está calado e a apoiar Santos Ferreira. Será que este silêncio é alguma contrapartida para a colecção Berardo continuar no CCB?
Se não for isto, terá de ser qualquer coisa parecida. Não acredito que Berardo goste de ver o Estado a tentar monopolizar o sector bancário. Não percebo como é que ele aceita que o Conselho de Administração do BCP contenha dois nomes indicados pelo Governo.

Um desses nomes (Armando Vara) tem escassa experiência em gestão (mas entrou directamente para o CA da Caixa...), pode ser considerado um recém-licenciado e já esteve metido em diversas embrulhadas com Fundações, entre outras (uma delas,que mete o Tribunal de Contas à mistura, foi recentemente publicada n' O Povo. Quanto a Santos Ferreira, pode ter um currículo muito bom, mas nada lhe vai valer, porque será sempre visto como o mandatário do Governo no BCP.

Espero que os accionistas ponderem bem se pretendem ou não que o Governo interfira no BCP. Se escolherem a lista de Santos Ferreira, há que dar os parabéns ao Governo, que ganha um banco sem uma OPA e sem gastar um cêntimo...

Oprah isto

Os EUA vivem um estado de euforia pré-eleitoral. Nas próximas semanas vai decidir-se quem será candidato à Casa Branca. Para reduzir a escolha, realizam-se eleições primárias em cada estado.

As primárias realizadas até agora mostraram a queda de Clinton, que estava bastante bem posicionada nas sondagens.
No entanto, esta queda não é tão surpreendente quanto isso. Basta ver que o principal adversário de Clinton tem do seu lado uma das pessoas mais influentes dos EUA: Oprah Winfrey. Este apoio tem garantido a Obama milhares, ou mesmo milhões de votos.

Não deixa de ser irónico que a escolha do presidente da nação mais poderosa do Mundo esteja a ser influenciada por uma simples apresentadora de televisão. Seria o mesmo que a "nossa" Fátima Lopes fizesse campanha por Sócrates nas próximas legislativas.
Contudo, o poder de Oprah não tem qualquer comparação com qualquer Fátima Lopes. É importante lembrar que Oprah conseguiu que o livro "Guerra e Paz", de Tolstoi, fosse o mais vendido nos EUA durante várias semanas de 2005. E isto pelo simples facto de ela o ter recomendado no clube de leitura do seu talk-show.

Claro que Obama agradece (e muito o apoio de Oprah). No entanto, se fosse a ele, ficaria preocupado porque o protagonismo dela está a ofuscar os temas essenciais da campanha de Obama. Daquilo que vi até agora, penso que o discurso de Obama é um pouco vago e utópico. Faz sempre questão de definir grandes objectivos comuns, tentando agradar a todos, que o fazem parecer com aquelas pessoas que, no Ano Novo são questionadas com os desejos para esse ano e dizem sempre: "-Paz..!".

Mas com Oprah ao seu lado, Obama quase que poderia negar o Holocausto, que mesmo assim ganharia as eleições.

Quanto a Hillary Clinton, penso que colocou expectativas demasiado altas para si própria. Claro que tem a vantagem de ser mulher, o que atrai logo bastantes votos, mas parece-me ser uma pessoa muito "plástica" que, por ter estado na Casa Branca como Primeira-Dama, acha que tem logo o direito de voltar para lá enquanto Presidente.

Do outro lado da barricada, surpreendeu-me bastante a derrota de Giuliani. No entanto, penso que Romney e McCain constituem alternativas credíveis, embora não tão fortes como Giuliani.

Mas, como diz o ditado, a procissão ainda vai no adro. Resta esperar para ver...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A acção do descontentamento

Hoje mesmo, houve um grupo de empresários da restauração que decidiu propor uma acção contra a ASAE.

Em primeiro lugar, é importante dizer que um gesto destes é raro. Um grupo de pessoas juntar-se e processar um orgão de polícia criminal não é uma coisa que aconteça todos os dias. Até porque habitualmente, os orgãos de polícia criminal não se intrometem na vida privada dos cidadãos.

E esse é o grande pecado da ASAE. Se há coisa que os portugueses detestam é que alguém se meta na vida deles (pelo menos, falo por mim...). Muito menos que haja alguma entidade que se meta com o seu negócio de uma vida, tentando impor regras de Bruxelas a um restaurante seja onde for.

E a ASAE intromete-se, da forma mais grosseira, na vida dos comerciantes, que se estão borrifando para as facas azuis ou encarnadas, para a colher de pau ou de alumínio e para os métodos europeus de higienização de espaços. Para além disso, intrometem-se também na vida dos consumidores, que também se estão borrifando se o papel das castanhas é o papel homologado pela UE, se as bolas de berlim circulam em ambiente refrigerado e se o fiambre tem uma etiqueta com a hora de corte e respectivo prazo.

Daí o descontentamento, daí o ódio, daí esta acção, proposta em Lisboa.

Para além disso, importa ainda salientar que os autores desta acção pediram para manter o anonimato. Certamente sabem que a ASAE é uma entidade poderosa e também vingativa, portanto preferem jogar pelo seguro.

Senão amanhã, lá teriam o sr. Nunes no seu restaurante, de bloco-notas na mão, pronto para lhes fechar a loja.

No "estrito cumprimento das leis e dos regulamentos", como é óbvio...

A SIC diz que foi convidado

O sr. Nunes foi convidado pelo Casino, a crer na informação dada pela SIC.

Informação que junta ainda declarações do próprio sr. Nunes, confirmando o convite, embora diga que não sabe quem lhe pagou o bilhete.

Para ver, basta seguir o link: http://videos.sapo.pt/ap6dwHRzz5GN4TfytWFt

Caso não seja possível visualizar através do link, basta ir a http://videos.sapo.pt , e pesquisar "dúvidas na nova lei do tabaco" (com aspas e tudo). Depois surgirá o vídeo a que me refiro.

PS - Ver com atenção a partir dos 2 minutos e 30 segundos

domingo, 6 de janeiro de 2008

Fartos

De há uns tempos para cá, sobretudo com este Governo, o povo português tem sofrido cada vez mais restrições à liberdade individual.

O Governo começou por perseguir o sector dos serviços, impondo-lhes normas absurdas. Como se isto não fosse suficiente, criou-se encapotadamente o crime de delito de opinião, punindo a torto e a direito quem criticasse o Governo. Por fim, criou uma lei que faz dos não fumadores uns queixinhas, restringindo a liberdade de quem fuma.

É preciso alguém dizer que já chega.

Basta de perseguições, queixas, intrigas e restrições.

Mas para isso, é preciso que alguém se chegue à frente. Alguém tem de se mostrar descontente, para que o Governo perceba que esta não é a maneira correcta de agir.

Em várias alturas da História tentaram dominar os portugueses. Por vezes, conseguiram-no, mas acabaram sempre por ser postos fora. O mais estranho é que nunca houve um português que subjugasse o seu próprio povo de tal maneira, como acontece agora.

Por isso, estamos fartos.

Fartos destes incompetentes que nos dirigem e que escolhem um caminho que não é o nosso. Fartos da sua prepotência e da arrogância com que nos tratam. Fartos que nos tomem por parvos que não sabem tomar decisões sozinhos. Fartos destas leis ridículas que estes palermas, pagos por nós, se divertem a criar. Fartos que os mesmos palermas estejam acima das leis que criam. Fartos que eles ainda não estejam fartos de nós e decidam sair pelo seu próprio pé.

Enfim, estamos fartos que nos lixem a vida.

Vamos pois, unir-nos e chateá-los de tal forma, que sejam eles a fartar-se de nós, para que saiam o mais rápido possível.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Foi Convidado

O Povo já tinha alertado para o facto de se saber se o sr. Nunes tinha sido convidade pelo Casino ou se tinha pago o jantar de passagem de ano.

Pois bem, soube há pouco que o sr. Nunes, o homem forte da ASAE, foi mesmo convidado pela Administração do Casino. E o mais extraordinário é que ele admitiu isto sem qualquer espécie de problema.

Ou seja, para o sr. Nunes, que manda inspeccionar restaurantes, é perfeitamente normal que os donos de um local que ele inspecciona regularmente lhe façam um convite para um jantar de fim de ano, poupando-lhe 500 Euros.

Mas também, sendo ele o Presidente de umaentidade como a ASAE, não se lhe podia pedir uma grande clarividência de espírito. O que é certo é que a promiscuidade existe, foi comprovada pelo próprio sr. Nunes e agora tem de ser analisada.

Espero é que alguém se mexa para averiguar isto.

Porque senão, também seria PERFEITAMENTE normal que o sr. Pinto da Costa recebesse árbitros em sua casa que, por curiosidade, iriam arbitrar os próximos jogos do Porto.

O critério está há muito definido. Resta ver quem tem coragem para o aplicar...

Pão e Cerveja

Entrámos num novo ano, e imediatamente se começou a falar em subidas de preços. Uma das subidas mais notórias e, porventura, mais graves vai ser a dos cereais.

Com esta febre ambientalista, que condena tudo aquilo que provenha do petróleo, descobriram-se os biocombustíveis. Esta descoberta é louvável, mas tem um grande problema: o biocombustível provém dos cereais.

Portanto, quando se pretende fazer mais biocombustível, é necessário consumir mais cereais, o que faz com que os cereais subam de preço. Portanto, para esses ambientalistas, é proibido morrer de doenças respiratórias ou afogados no degelo que eles prevêem, mas já é permitido que se morra à fome, dada a subida do preço dos cereais.

Obviamente que temos de encontrar alternativas ao petróleo. Mas não podemos encontrar essas alternativas no sector mais básico da alimentação humana que são os cereais.
A cevada é um dos cereais utilizados na produção de biocombustíveis e, em simultâneo, serve também, entre outras coisas, para produzir cerveja. Não sou nenhum alcoólico, mas como gosto de beber uma cerveja de vez em quando, custa-me pensar que o preço da cevada já subiu 50% desde há um ano devido à sua utilização no fabrico de biocombustíveis, o que faz com que o preço da cerveja vá subir, inevitavelmente. É lógico que a cerveja não é um bem indispensável à sobrevivência, mas basta substituir "cevada" por "trigo" e "cerveja" por "pão", para ver que afinal, o problema pode ser realmente grave.

Só não percebo porque é que não se tenta utilizar a energia nuclear para combater a dependência do petróleo. Julgo que temos o desenvolvimento técnico necessário para conseguir fazer isso.
E assim, pelo menos, a cerveja continuava barata e o pão mantinha-se ao alcance de todos...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Afinal ele também infringe a lei

É como pregava Frei Tomás: faz o que ele diz, não faças o que ele faz






O que queremos que ele faça

Na tão falada entrevista com o Inspector Geral da ASAE, há uma frase que é proferida inúmeras vezes. A frase em questão é “O que querem que eu faça?”. Raras são as questões em que o sr. Nunes não recorre a este chavão.

E isto é tipicamente português. Como é possível que um inspector geral, à frente de uma organização destas, não assuma a responsabilidade pelas leis que aplica? Será que neste caso, a culpa também deve morrer solteira, não havendo ninguém que se responsabilize pelas medidas tomadas?

Para além disto, esta frase faz com que o inspector pareça parvo. Dá a entender que o sr. Nunes não passa de uma marioneta nas cruéis mãos dos malandros dos legisladores. Ou pior, acaba mesmo por mostrar que os elementos da ASAE são como os burros, que têm aquelas palas ao lado dos olhos: só vêem aquilo que lhes é dado a ver.

Pois bem, sr. Nunes, para nunca mais usar esta desculpa esfarrapada, aqui está uma pequena lista aquilo que nós queremos que vocês façam: não apliquem leis estúpidas e com falta de bom senso, usem a vossa autoridade para alertar e ensinar e não para punir a torto e a direito, inspeccionem os locais com razoabilidade e enquadrem cada estabelecimento no seu contexto local e social; enquanto autoridade com conhecimentos técnicos, apelem junto dos legisladores para que criem leis exequíveis e, por fim, e porque me diz directamente respeito, mantenham os vossos funcionários a trabalhar e não a inspeccionar blogues.

Agora não há mais desculpas sr. Nunes... Parece que alguém já lhe disse o que deve fazer.

Laicidade a todo o custo

Ouvi hoje de manhã que o Ministério da Educação de prepara para alterar o nome de todas as escolas que incluam “Santo” ou “Santa” no seu nome. Tudo isto em prol da laicidade do Estado e da não discriminação das outras religiões.

A meu ver, isto é absolutamente ridículo. Imagino que o liceu de São João do Estoril passará a chamar-se Liceu do João do Estoril, o que é simplesmente grotesco.
Medidas como esta fazem lembrar o estalinismo, onde se apagava a história, retirando os factos que não convinham ao regime Hoje em dia, pelos vistos, o Governo quer apagar a influência reconhecida da Igreja Católica em Portugal. Infelizmente para ele, as medidas que escolhe tomar são sempre tão ridículas que não há ninguém que os leve a sério.

O facto de haver Santos e Santas que dão o seu nome a escolas não é uma questão de privilégio da religião católica face a outras religiões. Se os Muçulmanos tivessem conseguido dominar o nosso país e tivessem tido a mesma influência do que a Igreja Católica, não me chocava que houvesse escolas com o nome dos profetas do Corão. É tudo uma questão de influência histórica e social.

No entanto, este Governo, com as suas tentativas de uniformizar tudo e mais alguma coisa, vem negar essa influência. E acaba por ser absurdo nas suas tentativas, porque ninguém acha que, por haver uma escola com um nome de um Santo, isso signifique que vivemos num Estado oficialmente católico.

Perante medidas como esta, justificava-se a existência, em Portugal de uma manifestação de católicos idêntica à que houve em Espanha, com milhões de pessoas nas ruas. Os católicos não podem deixar-se espezinhar face a medidas como esta. É necessário e urgente que se manifestem, para que a herança católica que distingue Portugal não seja esquecida graças às leis deste Estado socialista autoritário.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Um mau presságio para 2008

Entrámos hoje mesmo num novo ano. O ano de 2007 ficou para trás, e inicia-se agora um ano muito importante do ponto de vista nacional e internacional.



No entanto, tal como diz a música do post abaixo, "nothing changes on New Year's day". Portanto, seria ingénuo da minha parte pensar que vamos ter mudanças significativas neste ano que agora se inicia.



Durante este ano, vamos continuar a ser governados por um grupo de pessoas incompetentes, que pouco fazem para resolver os problemas do País, e que continuam a acreditar que o marketing e a propaganda conseguem disfarçar as asneiras que cometem com regularidade.



E a prova disso é dada logo no primeiro dia do ano. Hoje mesmo entrou em vigor uma lei absurda, que mostra bem como o Governo sacrifica a racionalidade e o bom senso apenas por uma questão de teimosia. Esta lei do tabaco é errada, e pretende impor ainda mais dificuldades a quem tem um negócio no ramo da restauração.
É inadmissível que seja o Governo a decidir se um dono de um restaurante quer ou não admitir fumadores no seu espaço. É uma violação grosseira da autonomia privada, por este Estado que se intromete em tudo.

Mas o mais engraçado é o destaque que a Comunicação Social dá a este assunto. Nos últimos dias, assistimos a uma espécie de contagem decrescente para a entrada em vigor desta lei. Na minha opinião, a forma escolhida para chamar a atenção sobre a lei do tabaco só vem provar quão ridícula ela é.

Com inícios de ano tão desastrosos como este, o restante ano de 2008 tem poucos motivos para restaurar o tal optimismo de que tanto se fala. A não ser, claro, que se faça uma lei para resolver isso, obrigando todas as pessoas a serem optimistas e confiantes quando têm poucas razões para tal.

U2 New Year's Day

A Nova Cruzada da ASAE

Correndo o risco de me tornar repetitivo, volto a abordar o tema da ASAE. E isto porque o sr. Nunes, presidente daquela nobre instituição, teve mais uma brilhante intervenção pública, em declarações ao Sol.

Já toda a gente sabe que a ASAE é uma entidade de carácter persecutório e até inquisitório, mas o sr. Nunes fez mais, muito mais: ameaçou o sector da restauração, dizendo que é provavel que mais de metade dos restaurantes em Portugal venha a fechar.
E isto porquê? Porque os senhores de Bruxelas (pessoas tão ou mais iluminadas do que o sr. Nunes) decidiram criar novas leis, impondo novos deveres ao sector da restauração.

Embora não pertença a este sector, parece-me que hoje em dia, ter um restaurante é uma aventura digna de filme, porque não há mês em que não saia uma nova Directiva ou Regulamento que imponha mais um dever a quem tenha um restaurante, o que implica mudanças constantes, que tornam impossível a manutenção da identidade de um espaço.
Com efeito, é impossível manter uma qualidade constante quando se tem de estar em permanente adaptação a novas regras que saem a cada minuto. E é isto que me preocupa. A ASAE está a destruir progressivamente a identidade dos espaços comerciais, graças às regras imbecis da UE, que tentam impor um padrão a todo e qualquer restaurante.

Daqui a uns anos, ir ao Gambrinus ou a uma tasca vai ser exactamente a mesma coisa. Ou melhor, não vai ser a mesma coisa, porque daqui a uns anos, já não vai haver tascas, porque o cumprimento de certas regras vai ser de tal modo difícil que os donos de tascas vão preferir fechar a loja e ir para casa.
Já se percebeu que é impossível pôr as pessoas da ASAE a pensar um pouco na razoabilidade e na exequibilidade das medidas que impõem.

Só espero que daqui a uns anos, o sr. Nunes tenha uma vontade desgraçada de beber uma ginjinha ou comer uma bola de berlim na praia e se aperceba de que não o pode fazer, graças às regras que impôs cegamente.
Aí sim, irá provar o seu próprio veneno...